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PS: LEIA O PREFÁCIO
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Desculpe se você é do tipo de pessoa que julga o livro pela capa. Essa crônica é exatamente sobre você, ou melhor, sobre o seu ato de preconceito literário. Cuidado, essa atividade pode se estender para sua vida real. Posso falar com propriedade sobre o assunto, pois já fiz parte desse gigante grupo de pessoas preconceituosas. Mas quebrei minhas barreiras, não sou mais assim. Não consigo entender como uma pessoa pode julgar e, pior ainda, divulgar sua opinião a respeito de um livro analisando apenas capa. É lógico que determinadas capas não são muito atrativas, mas isso não impede de você perder (ou ganhar) 5 minutos da sua vida lendo aquele textinho (porque testículo é muito feio) que tem na parte de trás do livro, ou na parte de dentro da capa.
Destaco que já presenciei cenas do tipo: “A, esse livro tem mó cara de ser ruim!”. Por quê? Coitado do livro, a culpa não é dele, se o pessoal de arte não soube escolher bem a capa. Ou cenas do tipo: “Nossa porque você comprou esse livro? Que nome estranho!”. Insisto que a pessoa leia o singelo prefácio na parte de trás do livro. “É, de repente não é ruim, depois você me empresta?”. Ai que está o problema e o que me irrita mais. Diz que o livro é ruim e depois pede emprestado!
Tem outra coisa, existe aquela historinha do “gosto não se discute”. Que tal utiliza-la? Quando você achar que determinando livro não é bom, sem que você o tenha lido. Dialogue com a pessoa, troque ideias, não apenas classifique e faça com que a pessoa que está feliz por ter comprado aquele livro sinta-se mal, ou estranha.
[CUIDADO] Para não julgar pessoas pela capa (cara) sem ao menos ler o prefácio (conversar). Isso pode trazer sérios prejuízos, literários e afetivos.Postado por Thalita Sigler às 12:44 | Marcadores: crônica, literatura, livros, prefácio | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Vou me restringir à resposta.
sábado, 20 de agosto de 2011
Existem sonhos que são tão ricos de detalhes, pessoas, conversas e até mesmo cheiros, que nos confundem. Já os meus não são assim, mas hoje foi diferente. Foi tudo excessivamente detalhado. Talvez eu explique o porquê do sonho, mas vou falar primeiro como aconteceu. (Afinal já estou começando a esquecer).
O começo do sonho não importa muito, mas sim o final. Eu conversava com uma pessoa que me deve algo, ou pelo menos eu acho que deve. Iniciávamos um dialogo normal, porém surgia um comentário: “eu prometi que não tocaria nesse assunto com você”. Eu mudava de assunto e falava a respeito de outras coisas. Mas eu cheguei a um ponto que já tinha controle do sonho e aproveitei para ouvir uma resposta. Então escrevi: “eu também prometi que não iria perguntar nada, mas preciso saber. Posso te perguntar?”. A resposta foi uma pseudocitação de Manuel Bandeira: “Como diz Manuel Bandeira, para respostas existem três opções, o amor, a gentileza e a memória. Vou me restringir à memória”. Isso tudo respondido em forma de livros, cada palavra em uma capa de livro. Com essa resposta cheguei à conclusão, quase acordada, de que perdi meu precioso tempo fora da realidade, buscando respostas reais, e que nem em sonhos terei. Tentei continuar sonhando, mas infelizmente não consegui. Não sei bem o porquê de relatar esse sonho. Talvez para respeitar os limites do real e do imaginário. Pelo que parece quando eles se misturam as coisas ficam um pouco estranhas, fogem ao controle.Tudo bem, agora você já pode responder.Postado por Thalita Sigler às 16:18 | Marcadores: crônica, literatura, realidade, sonho, teatro | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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"Eu escrevo porque não sei fazer música."
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Isso tudo porque eu tenho mais de vinte anos. Tem coisas que acontecem na vida que são traços mal dados de um enorme “por quê?”. (chovendo, bem propicio). Não vou continuar a escrever esse texto, porque não quero falar de amor e isso será inevitável. Para eu escrever um texto de amor é necessário que ele fique o mais subjetivo possível, que apenas eu o entenda. O que não seria o caso. Já que se eu escrevesse agora sobre amor seria uma catarse tão grande que não ficaria nada subjetivo. Seria um grande e clássico “amor é fogo que arde sem se vê”. Não muito obrigada. Camões não ajudará muito nesse momento. Aliás, poucos ajudariam nesse momento. Talvez apenas um. Mas também não vem ao caso.
Se não vou continuar o sentimento inicial, o que vou escrever? Agora preciso terminar. Não posso desistir de todos os textos que começo. Esse tem que chegar ao final. Pelejarei por isso. Hoje estudando sobre jornalismo literário, ouvi uma entrevista onde o entrevistado afirmou que “literatura é mentira”. Isso no paralelo entre literatura e notícia. Se literatura é mentira, Machado de Assis mentia muito bem. Será que Bentinho no fundo não tinha ciúmes de Capitu? Afinal pra quem Machado estava mentindo? Para mim? Ou para ele mesmo? Quem sabe para Capitu? A enaltecendo tanto e no fundo era tudo mentira!
Literatura pode ser verdade. A verdade que eu quero. Não precisamente uma verdade ideal, mas a verdade que cabe ao sentimento posto entre o papel, a caneta e o coração. O coração sim. Tudo escrito de certa forma vem do coração. Até mesmo uma notícia de jornal, onde muitos até hoje continuam afirmando que é algo imparcial, tem que vir do coração. O homem é um ser racional, mas de que vale a “super razão” humana se não houver sentimentos avassaladores e falhos por detrás. Avassaladores e falhos. Parece que tudo se resume a isso. Afinal se fosse diferente e a razão tivesse mais valor que o coração nós seríamos apenas robôs, que seguem instruções e são totalmente compreendidos depois de uma chata leitura do manual.
Ainda no âmbito onde a literatura é mentira. Se for apenas a mentira literária é válido.Postado por Thalita Sigler às 23:28 | Marcadores: crônica, escrever, literatura, machado de assis | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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125 anos ; Manuel Bandeira
terça-feira, 19 de abril de 2011
Hoje dia 19 de abril de 2011 completaria 125 anos de vida um dos mais importantes nomes da literatura brasileira, Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho. Nasceu em Recife-PE, na Rua da Ventura, atual Joaquim Nabuco, filho de Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Francelina Ribeiro de Souza Bandeira.Com 17 anos, Manuel Bandeira foi para São Paulo, a fim de ingressar na Escola Politécnica, mas já no ano seguinte (1904) ficou tuberculoso. Abandonou os estudos, passando temporadas em várias outras cidades, de clima mais propício ao seu estado de saúde. Em 1913 partiu para a Suíça em busca de tratamento. Regressou no ano seguinte, pois estava começando a Primeira Guerra Mundial. Em 1917 publicou seu primeiro livro: A Cinza das Horas.Conforme esclarece o melhor crítico da obra de Bandeira, Davi Arrigucci Jr.: "A poesia de Bandeira (..) tem início no momento em que sua vida, mal saída da adolescência, se quebra pela manifestação da tuberculose, doença então fatal. O rapaz que só fazia versos por divertimento ou brincadeira, de repente, diante do ócio obrigatório, do sentimento de vazio e tédio, começa a fazê-los por necessidade, por fatalidade, em resposta à circunstância terrível e inevitável".
O poeta morreu com mais de 80 anos, em 13 de outubro de 1968.
Um dos poemas bem conhecido de Manuel Bandeira “Trem de Ferro”, tem notória musicalidade típica das obras do autor. O vídeo abaixo é uma adaptação do poema realizado pelo grupo Vocal Patuscada : Letra do Poema
Referências:
Postado por Thalita Sigler às 14:58 | Marcadores: literatura, Manuel Bandeira, poema, trem de ferro | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
