Quando comecei a falar. Há alguns anos atrás. Disseram-me que o nome de minha vó era Zezita. Aprendi. Lembro até de rirem de mim na escola. Um dia a professora pediu que a turma dissesse palavras que começassem com a letra Z, eu não hesitei “Zezita, tia”. Risos. Porém anos depois corrigiram e me contaram que na realidade era Josefa Pereira do Nascimento. Porque o padre não aceitou batiza-la com Zezita. Comecei a usar isso a meu favor, quando queria puxar algum assunto, em uma roda de adultos, eu dizia “sabia que o nome de verdade da minha vó é Josefa?”. Na igreja também, quando tinha uma lista sobre qualquer coisa e tinha lá “Josefa”, as pessoas se perguntavam, “quem é essa?”. Eu rapidamente respondia: “É a minha Vó”. -
Minha Vó
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Quando comecei a falar. Há alguns anos atrás. Disseram-me que o nome de minha vó era Zezita. Aprendi. Lembro até de rirem de mim na escola. Um dia a professora pediu que a turma dissesse palavras que começassem com a letra Z, eu não hesitei “Zezita, tia”. Risos. Porém anos depois corrigiram e me contaram que na realidade era Josefa Pereira do Nascimento. Porque o padre não aceitou batiza-la com Zezita. Comecei a usar isso a meu favor, quando queria puxar algum assunto, em uma roda de adultos, eu dizia “sabia que o nome de verdade da minha vó é Josefa?”. Na igreja também, quando tinha uma lista sobre qualquer coisa e tinha lá “Josefa”, as pessoas se perguntavam, “quem é essa?”. Eu rapidamente respondia: “É a minha Vó”.
Mas ai, quando tudo parecia estar estabelecido. Minha Vó resolveu voltar a assinar o nome de solteira, já que havia se divorciado legalmente do meu avô. Voltando a se chamar, Josefa Pereira de Oliveira. Ufa, agora ela parou. Não tem mais para onde correr.
Mesmo minha vó tendo “muitos” nomes, eu sempre a chamei e a chamarei de uma forma. MINHA VÓ. Ela tem mais netos sim, cinco. Mesmo assim, ela é minha vó. Não sou possessiva, fui criada assim. Minha mãe é minha mãe e minha vó é minha vó.
Minha vó é aquela senhora que não admite cabelos alvos, que se perfuma toda antes de sair de casa, passa muitos hidratantes, é costureira, cozinha bem a beça, se estressa quando ninguém faz o que ela pede (na hora que ela pede), é paraibana, mesmo vivendo há 50 anos no Rio de Janeiro não perdeu o sotaque, sempre da aquele "cinco reais emprestado" aos netos (mesmo eles tendo 20 anos), faz um pão na chapa ou uma tapioca a hora que você pedir, já disse 427 milhões de vezes que nunca mais faria uma roupa para um neto, já que eles não usam. Obrigada “minha vó” por não desistir de mim, e insistir todo domingo de manhã para eu levantar. Minha vó é aquela senhora que vale a pena diminuir o passo para acompanha-la.Postado por Thalita Sigler às 19:01 | Marcadores: avó, crônica, história, minha vó, velhos | 3 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Sim, eu sou jornalista!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Vontade gigante de escrever, mas sem saber o que. Isso deve ser algum tipo de doença, sei lá. Neste exato momento eu passaria horas escrevendo. E o assunto, cadê? O tema? Não tenho. Queria escrever alguma coisa para o Brigadeiro de Cetim, ou até mesmo para o Assuntos Crônicos, mas para minha frustração não tenho nenhuma história, ou comentário. Muito frustrante isso.
O que estou fazendo agora? Pergunta que as pessoas do mundo todo têm respondido milhões de vezes por dia. Assistindo no youtube o ultimo JN com a Fátima Bernardes. Apresentaram uma retrospectiva jornalística dela e da Patrícia Poeta. Vendo esse resumo que mesclou a vida das duas jornalistas com os acontecimentos que marcaram o mundo, sem exageros, me da certeza que fiz a escolha certa! Em fazer e viver de Jornalismo. A vontade de estar contando a história e vivendo de perto grandes momentos da nossa história é algo que me move de uma maneira inexplicável. Talvez eu não seja uma redatora fantástica, nem uma escritora cheia de estilos e muito menos uma repórter de tv, mas sei que fiz a escolha certa. Se um dia eu não conseguir viver dos meus textos, de fazer jornalismo, viverei de estudar o jornalismo.
Estudantes de Jornalismo possivelmente são loucos. Talvez eles possam ser comparados aos jornalistas super experientes, que amam a profissão como se ela fosse a melhor do mundo. Por que tem uns jornalistas por aí, de meia idade, renegando as origens, frustrados com os baixos salários ou por qualquer motivo. Acabam falando mal da profissão, ou virando assessores de imprensa. Sem preconceitos. Para esse pessoal, eu na posição de foca que estou, sugiro, voltem no tempo, lembrem-se do prazer de ouvir a história de alguém, ou do "poder" que temos de ajudar as pessoas. O que os moveu quando leram a primeira pauta, o que sentiram quando viram o nome de vocês assinando uma matéria publicada, sua voz em uma sonora, ou sua imagem na tv? Lembram? Era bom né! Então, porque agora está ruim? Foi o jornalismo que mudou, ou você que se deixou levar pelas mudanças, parou de criar, se rendeu a pirâmide invertida e aos 140 caracteres.
Toda pessoa que julga o jornalista um ser acima do bem e do mal, ou narcisista, está um pouco certa. Note o prazer e prestigio que alguém exala ao responder “sou jornalista”. Garcia Marquez tem toda razão “Jornalismo é a melhor profissão do mundo”.
Eu comecei o texto dizendo que não tinha assunto e acabei falando de jornalismo. Por quê? Sei lá!Postado por Thalita Sigler às 00:24 | Marcadores: crônica, Gabriel Garcia Márquez, JN, jornalismo, jornalista | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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PS: LEIA O PREFÁCIO
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Desculpe se você é do tipo de pessoa que julga o livro pela capa. Essa crônica é exatamente sobre você, ou melhor, sobre o seu ato de preconceito literário. Cuidado, essa atividade pode se estender para sua vida real. Posso falar com propriedade sobre o assunto, pois já fiz parte desse gigante grupo de pessoas preconceituosas. Mas quebrei minhas barreiras, não sou mais assim. Não consigo entender como uma pessoa pode julgar e, pior ainda, divulgar sua opinião a respeito de um livro analisando apenas capa. É lógico que determinadas capas não são muito atrativas, mas isso não impede de você perder (ou ganhar) 5 minutos da sua vida lendo aquele textinho (porque testículo é muito feio) que tem na parte de trás do livro, ou na parte de dentro da capa.
Destaco que já presenciei cenas do tipo: “A, esse livro tem mó cara de ser ruim!”. Por quê? Coitado do livro, a culpa não é dele, se o pessoal de arte não soube escolher bem a capa. Ou cenas do tipo: “Nossa porque você comprou esse livro? Que nome estranho!”. Insisto que a pessoa leia o singelo prefácio na parte de trás do livro. “É, de repente não é ruim, depois você me empresta?”. Ai que está o problema e o que me irrita mais. Diz que o livro é ruim e depois pede emprestado!
Tem outra coisa, existe aquela historinha do “gosto não se discute”. Que tal utiliza-la? Quando você achar que determinando livro não é bom, sem que você o tenha lido. Dialogue com a pessoa, troque ideias, não apenas classifique e faça com que a pessoa que está feliz por ter comprado aquele livro sinta-se mal, ou estranha.
[CUIDADO] Para não julgar pessoas pela capa (cara) sem ao menos ler o prefácio (conversar). Isso pode trazer sérios prejuízos, literários e afetivos.Postado por Thalita Sigler às 12:44 | Marcadores: crônica, literatura, livros, prefácio | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Diagnóstico: ECC – Escassez de criatividade crônica
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
De uns tempos pra cá estou com sérios problemas criativos. Eu ando pela rua, vejo coisas interessantes e penso “nossa isso daria uma boa crônica!”. Mas cadê a criatividade para por no papel (tela), não consigo escreve uma frase sobre o assunto. Às vezes acontece pior, tenho a ideia, consigo pensar no texto, mas não tenho nada perto para registrar. Confesso que a preguiça de procurar ajuda muito. Culpo em partes minha criatividade pré-sono. Aquela que aparece quando você esta fazendo uma síntese do dia com a cabeça no travesseiro, antes de dormir. Eu prezo muito meu sono para me dar ao luxo de levantar e pegar um papel e uma caneta. Acredito piamente que na manhã seguinte a ideia não vai ter fugido. Mas a ideia é malandra, sempre vai embora antes que eu acorde, sem fazer barulho, sem deixar bilhete e pior ainda, nem me liga no dia seguinte!
Fico preocupada com essa minha “doença”, escassez de criatividade crônica (sem duplo sentido). Sempre digo que estarei feliz profissionalmente quando puder viver de escrever, principalmente crônicas. Como uma pessoa que sonha ganhar o pão de cada dia através de ideias colocadas no papel, fica meses sem conseguir juntar dois parágrafos. Com um agravante. Que sejam bons!
Tenho até sonhado com isso. Esta noite sonhei que estava em uma aula de estilos jornalísticos, e o suposto professor citava nomes de alunos que teriam futuro com o jornalismo literário. O sonho virou pesadelo. Meu nome não estava lá. Para piorar o professor dava uma lição de moral a essas pessoas que se julgavam bons escritores. Em minha defesa: nunca me julguei boa escritora, muito pelo contrário, tenho medo de escrever. Segundo: acredito em sonhos “proféticos”. Acredito também que esse não se cumprira. Amém!Postado por Thalita Sigler às 22:23 | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Vou me restringir à resposta.
sábado, 20 de agosto de 2011
Existem sonhos que são tão ricos de detalhes, pessoas, conversas e até mesmo cheiros, que nos confundem. Já os meus não são assim, mas hoje foi diferente. Foi tudo excessivamente detalhado. Talvez eu explique o porquê do sonho, mas vou falar primeiro como aconteceu. (Afinal já estou começando a esquecer).
O começo do sonho não importa muito, mas sim o final. Eu conversava com uma pessoa que me deve algo, ou pelo menos eu acho que deve. Iniciávamos um dialogo normal, porém surgia um comentário: “eu prometi que não tocaria nesse assunto com você”. Eu mudava de assunto e falava a respeito de outras coisas. Mas eu cheguei a um ponto que já tinha controle do sonho e aproveitei para ouvir uma resposta. Então escrevi: “eu também prometi que não iria perguntar nada, mas preciso saber. Posso te perguntar?”. A resposta foi uma pseudocitação de Manuel Bandeira: “Como diz Manuel Bandeira, para respostas existem três opções, o amor, a gentileza e a memória. Vou me restringir à memória”. Isso tudo respondido em forma de livros, cada palavra em uma capa de livro. Com essa resposta cheguei à conclusão, quase acordada, de que perdi meu precioso tempo fora da realidade, buscando respostas reais, e que nem em sonhos terei. Tentei continuar sonhando, mas infelizmente não consegui. Não sei bem o porquê de relatar esse sonho. Talvez para respeitar os limites do real e do imaginário. Pelo que parece quando eles se misturam as coisas ficam um pouco estranhas, fogem ao controle.Tudo bem, agora você já pode responder.Postado por Thalita Sigler às 16:18 | Marcadores: crônica, literatura, realidade, sonho, teatro | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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A Partir daqui...
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Tenho o titulo, mas falta o texto.
Vamos ao texto pessimista e previsível, ou não. Algumas semanas atrás “comecei” um texto, porém não produzi mais que o titulo. Eu tinha o titulo perfeito, mas faltava todo o resto. Pelo jeito hoje vou conseguir ir além. A questão é, que esse além poderia ficar gentilmente preso ao titulo, pra sempre. “A partir daqui...”. Nossa, pensando melhor, o que irei escrever tornará esses texto nauseante (eca). Melhor parar por aqui. Eu realmente gostaria de concluir um texto interessante e surpreendente com esse titulo, porém aparentemente ele ficará sozinho, ao lado de tudo o que ele representa nesse momento. A partir daqui que tudo seja diferente.
(Salmos 4:7)Postado por Thalita Sigler às 20:32 | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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"Eu escrevo porque não sei fazer música."
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Isso tudo porque eu tenho mais de vinte anos. Tem coisas que acontecem na vida que são traços mal dados de um enorme “por quê?”. (chovendo, bem propicio). Não vou continuar a escrever esse texto, porque não quero falar de amor e isso será inevitável. Para eu escrever um texto de amor é necessário que ele fique o mais subjetivo possível, que apenas eu o entenda. O que não seria o caso. Já que se eu escrevesse agora sobre amor seria uma catarse tão grande que não ficaria nada subjetivo. Seria um grande e clássico “amor é fogo que arde sem se vê”. Não muito obrigada. Camões não ajudará muito nesse momento. Aliás, poucos ajudariam nesse momento. Talvez apenas um. Mas também não vem ao caso.
Se não vou continuar o sentimento inicial, o que vou escrever? Agora preciso terminar. Não posso desistir de todos os textos que começo. Esse tem que chegar ao final. Pelejarei por isso. Hoje estudando sobre jornalismo literário, ouvi uma entrevista onde o entrevistado afirmou que “literatura é mentira”. Isso no paralelo entre literatura e notícia. Se literatura é mentira, Machado de Assis mentia muito bem. Será que Bentinho no fundo não tinha ciúmes de Capitu? Afinal pra quem Machado estava mentindo? Para mim? Ou para ele mesmo? Quem sabe para Capitu? A enaltecendo tanto e no fundo era tudo mentira!
Literatura pode ser verdade. A verdade que eu quero. Não precisamente uma verdade ideal, mas a verdade que cabe ao sentimento posto entre o papel, a caneta e o coração. O coração sim. Tudo escrito de certa forma vem do coração. Até mesmo uma notícia de jornal, onde muitos até hoje continuam afirmando que é algo imparcial, tem que vir do coração. O homem é um ser racional, mas de que vale a “super razão” humana se não houver sentimentos avassaladores e falhos por detrás. Avassaladores e falhos. Parece que tudo se resume a isso. Afinal se fosse diferente e a razão tivesse mais valor que o coração nós seríamos apenas robôs, que seguem instruções e são totalmente compreendidos depois de uma chata leitura do manual.
Ainda no âmbito onde a literatura é mentira. Se for apenas a mentira literária é válido.Postado por Thalita Sigler às 23:28 | Marcadores: crônica, escrever, literatura, machado de assis | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
